Arquitetura em Santa Catarina vive um novo momento de protagonismo no cenário nacional. Durante muito tempo, o estado foi reconhecido por suas paisagens e heranças culturais. Hoje, no entanto, começa a ocupar um novo lugar: o de destaque em uma geração que está redefinindo a arquitetura brasileira.
Essa virada ganha força com a participação catarinense na Bienal de Arquitetura Brasileira, realizada no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera. Santa Catarina apresenta uma nova forma de pensar arquitetura, cidade e bem viver, com identidade própria e olhar contemporâneo.
Um novo polo de arquitetura, design e urbanismo
Com curadoria 100% catarinense e projeto assinado por Jeferson Branco, o pavilhão propõe uma leitura atual de um território criativo, diverso e em constante transformação.
“A proposta do pavilhão é mostrar que não somos apenas um estado de tradição, pelo contrário: somos também um laboratório contemporâneo de arquitetura, design e pensamento urbano”, afirma Jeferson Branco.
A proposta vai além da representação: ela provoca. Ao apresentar Santa Catarina como um laboratório contemporâneo, o espaço evidencia uma produção que nasce fora do eixo tradicional, mas que dialoga diretamente com os desafios das cidades brasileiras.
“Quando pensamos no pavilhão de Santa Catarina, a ideia não era simplesmente representar o estado, mas provocar uma conversa sobre como novas ideias de cidade estão surgindo no Brasil, muitas vezes fora dos centros tradicionais da arquitetura.”
Esse movimento reflete um cenário mais amplo — uma nova geração de profissionais que entende a arquitetura como ferramenta ativa na construção de experiências, e não apenas como forma.
Quando arquitetura e urbanismo evoluem juntos
Essa nova forma de pensar arquitetura também se reflete no urbanismo — e em projetos que buscam ir além dos modelos tradicionais de desenvolvimento.
Um dos exemplos apresentados na Bienal é o Colinas de Camboriú, que propõe uma nova relação entre cidade, natureza e qualidade de vida.
“Não apenas construir imóveis, mas pensar em como as pessoas vivem, circulam e convivem nos espaços urbanos”, destaca Luian Silvestre.
Projetos como o Colinas ajudam a materializar uma discussão essencial: cidades mais integradas, humanas e conectadas com a paisagem.
FHaus: arquitetura como ponto de partida
Para a FHaus, a arquitetura não é apenas um elemento do projeto, ela é o centro de tudo.
A participação como patrocinadora master do pavilhão reforça esse posicionamento e amplia o debate sobre o futuro das cidades.
“Existe uma nova geração de projetos no Brasil que entende a arquitetura como parte essencial da experiência urbana”, destaca Clécio Fonseca.
Empreendimentos como o Athene Garden nascem exatamente desse pensamento. Assinado por Leonardo Zanatta, o projeto propõe uma ruptura com a lógica do excesso, priorizando qualidade ambiental, bem-estar e uma experiência de morar mais consciente.
“Nunca pensamos em disputar títulos de ‘maior VGV’ ou ‘prédio mais alto’. Nosso objetivo sempre foi propor um modelo de moradia alinhado a uma demanda mais madura”, afirma Thomas Barichello Fischer.
O futuro das cidades começa agora
A presença catarinense sinaliza uma mudança real no mapa da arquitetura brasileira.
Novos polos emergem. Novas ideias ganham espaço. E, principalmente, novas formas de viver começam a ser construídas.
Santa Catarina deixa de ser apenas cenário e passa a ser agente ativo na criação do futuro das cidades.
E a FHaus faz parte dessa construção.